quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Pateticismo (alheio)

Entendo perfeitamente relacionamentos fracassados que a(s) pessoa(s) dele integrantes juram que ainda vão dar certo. Já passei por isso, sei exatamente como é. Essa incredulidade estúpida e patética ante o que passou, terminou, fini, caput, já era. Ela ainda te ama, claro, você jura né? Se amasse ela ainda estaria com você, ô babaca. Agradece porque ela ao menos teve a decência de te dar um pé na bunda, o tiro de misericórdia, ao invés de ficar arrastando, perdurando o inevitável por mais um ano, o que for. Ah, mas VOCÊ ainda ama ela, né? Tadinho. Nem sempre nessa vida se tem o que quer, por mais que VOCÊ ache que mereça, que o amor só bate uma vez na porta, que é um puta desperdício vocês dois separados. Acorda, cara. Lava o rosto, vai dar um passeio, tomar um chope, liga pros seus amigos, ta cheio de mulher por aí (nenhuma igual a ela, você vai balbuciar. Ninguém é igual a ninguém, mané). Pega um cineminha, desconta no trabalho, se vira. Mas invadir a privacidade alheia, hackear e-mails e mandar mensagenzinhas simpáticas já é demais. Cresce, aceita e se acostuma com a idéia. Já faz tempo demais pra você continuar nessa psicose. Sua namorada, já há uns bons meses, é a minha namorada. É comigo que ela sai pra comprar um bom vinho e uns queijos pra chegar em casa e acender umas velas, um bom incenso. É do meu lado que ela acorda de manhã todos os fins de semana. Talvez a ficha não tenha caído ainda, é hora de tocar em frente, rapaz. Os primeiros meses de chilique foram toleráveis, mas isso é excesso. Você anda patético demais, estúpido demais, irracional demais. Segue com a sua vida, se é que te sobra alguma dignidade.
Só não fica triste. Se quiser, eu deixo você levar a sogra.